ago
19
2010

Série Atitude #001

Iniciaremos uma Jornada de estudos e Leitura sobre o Livro “O Conquistador de Almas” de Charles Haddon Spurgeon. Deus usou instrumentos poderosos em toda a história da humanidade e conhecer o mover de Deus através das ministrações de livros e textos desses profetas é primordial para todos aqueles que anseiam em ser instrumentos para o resgate de Almas no mundo contemporâneo.

Por isso quero me dedicar juntos com todos para uma caminhada profunda sobre “A conquista de Almas”, juntos, com clareza e sabedoria, o Espírito Santo vai ministrar coisas profundas ao nosso coração para que todos venhamos andar na essência e simplicidade da missão de Deus para todos nós: a saber o EVANGELHO.

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O que é conquistar uma alma?

Amados irmãos, se Deus me capacitar, proponho ministrar-lhes um breve curso de preleções sob o título geral de “O Conquistador de Almas”. Ganhar almas é a principal atividade de todo o crente verdadeiro. Cada um de nós deveria dizer como Simão Pedro: “Vou pescar”; e como acontecia com Paulo, nosso alvo deveria ser: “Para por todos os meios de chegar a salvar alguns”.

Começaremos nossas preleções sobre este assunto fazendo considerações em torno da pergunta: Que é conquistar uma alma?

Uma forma Instrutiva de responder é descrever o que não é.

Não consideramos como ganhar almas roubar membros de outras igrejas já estabelecidas, e ensinar-lhes nosso Shiboleth peculiar, isto é, as coisas que caracterizam nossa igreja ou denominação. Nosso objetivo é levar amas a Cristo, antes de conseguir adeptos para a nossa igreja.

Não faltam ladrões de ovelhas. Deles nada direi, exceto que não são “irmãos”, ou pelo menos, não agem de maneira fraternal. A juízo do seu Mestre, permanecem ou caem. Achamos que é suma baixeza construir nossa casa com os escombros das mansões de nosso vizinhos. Preferimos mil vezes nós mesmos as pedras da pedreira. Espero que todos partilhemos do espírito magnânimo do Dr. Chalmers que, quando se disse que tais e tais esforços não seriam benéficos para os interesses particulares da Igreja Livre da Escócia, embora pudessem favorecer o desenvolvimento da religião em geral no país, observou: “Que é a Igreja Livre comparada com os benefícios do cristianismo ao povo escocês?” De fato, o que é qualquer igreja, ou o que estão em conflito com o proveito moral e espiritual da nação, ou se põem empecilho ao reino de Cristo?

Desejamos ver as igrejas prosperarem porque Deus abençoa os homens por meio delas, e não por causa das igrejas em si. Há uma espécie de egoísmo em nossa avidez pelo engrandecimento de nosso grupo. Que a graça de Deus nos livre deste mau espírito! O crescimento do Reino é mais desejável do que o aumento de um grupo sectário. Haveríamos de empenhar-nos quanto possível para fazer de um irmão pedobatista um batista, pois damos valor às ordenanças de nosso Senhor. Faríamos grande esforço para que um crente na salvação pela graça, porque é nosso anelo ver todos os ensinamentos religiosos edificados sobre a sólida rocha da verdade, e não sobre a areia da imaginação. Mas, ao mesmo tempo, o nosso grande objetivo não é a revisão de opiniões, mas sim a regeneração da natureza das pessoas. Queremos levar os homens a Cristo, e não aos nosso conceitos particulares do cristianismo. Nosso primeiro cuidado é no sentido de que as ovelhas se reúnam com o grande Pastor. Haverá tempo depois para mantê-las seguras em nossos diversos apriscos. Fazer prosélitos é bom trabalho para fariseus; conduzir almas a Deus é  o honroso propósito dos ministros de Cristo.

Em segundo lugar, não achamos que conquistar almas consista em inscrever apressadamente mais nomes no rol de membros da igreja, para exibir bom aumento no fim do ano. Isto é fácil fazer, e há irmãos que se afana com árduo esforço, para não dizer com arte, para consegui-lo. Mas, se se considera isso como o alfa e ômega dos esforços do ministro, o resultado será deplorável. Certamente trataremos de introduzir genuínos convertidos na igreja, pois faz parte do nosso trabalho ensiná-los a observar todas as coisas que Cristo lhes ordenou. Isto, porém, deve ser feito aos discípulos e não aos que somente se dizem cristãos. E se não tomarmos cuidado, poderemos causar mais prejuízos do que benefícios neste ponto. Colocar dentro da igreja pessoas não convertidas, é enfraquecê-la e degradá-la. Daí, o que parece lucro pode ser prejuízo. Não me incluo entre os que depreciam as estatísticas, nem considero que elas produzem toda a classe de males; pois são muito benéficas, se são precisas, e se os homens as empregam legitimamente. É bom que as pessoas vejam a nudez da terra mediante a demonstração estatística da queda de produção, para que se ajoelhem diante do Senhor rogando-Lhe prosperidade. Por outro lado, não faz mal nenhum que os obreiros se animem tendo diante de si algum relato dos resultados. Eu lamentaria muito se a prática de somar, diminuir e obter o resultado líquido fosse abandonada, porque sem dúvida é bom que conheçamos nossa situação numérica. Já se observou que aqueles que se opõem a este modo de agir são muitas vezes irmãos cujos relatórios inexatos deveriam humilhá-los um tanto.

Não é sempre este o caso, mas desconfio que acontece com muita frequência. Outro dia ouvi falar do relatório de uma igreja no qual o ministro, bem conhecido por haver reduzido a nada a sua congregação, escreveu com certa esperteza: “Nossa igreja está dirigindo os olhos para o alto”. Quando lhe perguntaram que significava essa afirmação, respondeu: “Toda gente sabe que a igreja está caída de costas, e não pode fazer outra coisa senão olhar para cima”. Quando as igrejas estão olhando para o alto desse jeito, seus pastores geralmente dizem que as estatísticas são muito enganosas, e que não se pode pôr num gráfico a obra do Espírito e calcular numericamente o progresso de uma igreja. O fato é que se pode calcular com exatidão, se os algarismos são verdadeiros e se se tomam em consideração todas as circunstâncias. Se não há crescimento, pode-se calcular com considerável precisão que não se tem feito muita coisa; e se há evidente decréscimo em meio a uma população que cresce, pode-se julgar que as orações do rebanho  a pregação do ministro não são das que têm muito poder.

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Acompanhe essa série e regarregue suas energias para a maravilhosa obra de resgates de vidas. Conforme a disponibilidade do tempo, iremos postar alguns trechos desse livro que mudou a minha maneira de pensar sobre ganhar almas para o Reino dos Céus, peço que acompanhe sempre que puder, servirá como uma recarga espiritual para os nossos ossos. Que tenhamos o pleno conhecimento da vontade de Deus.

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O Conquistador de Almas, de Charles Haddon Spurgeon. PES Publicacões Evangélicas Selecionadas. 3ª Edição 1993.

Sobre o Autor: Allan K Silva

Desde a adolescência obteve inúmeras experiências na área da oração junto com sua mãe. É estudante de Teologia no Seminário da Missão JUVEP. Atua profissionalmente como Designer Gráfico e Video Designer há mais de 3 anos. É coordenador do movimento Atitude e membro da Primeira Igreja Batista do João Agripino. allan@pibja.org @allanksilva

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9 Comentários + Comentar

  • [...] This post was mentioned on Twitter by Allan and Allan, Movimento Atitude. Movimento Atitude said: Atitude News: Série Atitude #001 http://goo.gl/fb/sDxLa [...]

    • “Queremos levar os homens a Cristo, e não aos nossos conceitos particulares do cristianismo.”
      Amém!!!! Que esse seja o nosso objetivo de vida!!!!

  • Amém, gostei muito! Deus tem muito a nos ensinar.
    xero.

  • Colocamos um banner no nosso site para o blog de vcs! gostamos da ideia e resolvemos apoiar!! confiram la!! http://www.mixgospel.com PAZ!!!

  • Muito massa… qro a série 2!!!

  • Muito bom esse texto inicial..Particulamente sou um grande admirador de Spurgeon.

    “Mas, ao mesmo tempo, o nosso grande objetivo não é a revisão de opiniões, mas sim a regeneração da natureza das pessoas. Queremos levar os homens a Cristo, e não aos nosso conceitos particulares do cristianismo. Nosso primeiro cuidado é no sentido de que as ovelhas se reúnam com o grande Pastor”

    Concordo plenamente, nosso interesse deve ser a transformação das vidas pelo o evangelho de Cristo.

    Parabens Allan por estar postando esse estudo..

    Graça e Paz..

  • “Mas, ao mesmo tempo, o nosso grande objetivo não é a revisão de opiniões, mas sim a regeneração da natureza das pessoas. Queremos levar os homens a Cristo, e não aos nosso conceitos particulares do cristianismo. Nosso primeiro cuidado é no sentido de que as ovelhas se reúnam com o grande Pastor”
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